Sim, prometi um post por dia, mas o povo aqui não colaborou, rs.
Hoje, minha história... minha relação com o aleitamento.
Minha mãe me deu o peito até quatro meses. Segundo ela... o leite era fraco e pouco.
Ela conta que:
Tomou tudo o que mandavam pra aumentar o leite.
A vizinha tinha um bb de quatro meses, enquanto minha mãe tentava ordenhar e saia uma gotinha, o leite da vizinha jorrava.
O leite da minha mãe era quase transparente, o da vizinha tinha até nata.
O bb da vizinha era enorme e gordo, eu "pobrezinha" era tão magrinha, chorava tanto...
A verdade...
Diziam muitas coisa pra minha mãe, tinha sempre muita gente dando muito palpite. Todo mundo sabia tudo, menos ela, é claro!
Hoje, sabendo o que sei sobre aleitamento, tudo fica muito claro pra mim.
Minha mãe não teve a oportunidade de exercer sua maternagem completa, intuitiva e sem interferências. Como toda mãe de primeira viagem, estava insegura e infelizmente, cercada de gente que não conhecia o aleitamento materno, não apoiava, não incentivava e minava a confiança dela como mãe.
Então eu chorava por causa da coisa toda, da situação toda, ambiente tenso, mãe insegura e sem possibilidade de "ouvir" seu bb.
Pq o leite da vizinha era "melhor" que o dela???
Provavelmente pq o bb dela já tinha mamado e o leite que ela ordenhava, aquele que fazia até nata, era o leite posterior, do finalzinho, onde está a maior concentração de gordura do leite.
Pq o leite da vizinha jorrava e o da minha mãe pingava com muito sacrifício???
Certamente por causa da relação que as duas estabeleceram com o aleitamento.
A vizinha já amamentava há quatro meses, o bb crescia e engordava muito. Pra ela estava tudo certo, ela estava segura, por isso o reflexo de ejeção estava lá, fácil, fácil. Minha mãe estava insegura, o bb mamava muito, mas chorava muito e as pessoas falavam que era fome. Cadê ocitocina aí??? Impossível jorrar leite nessa situação.
E mais!!! Leite que pinga, leite que jorra, peitão, peitinho, peito cheio, peito murcho... nada disso indica que a mãe tem mais leite, menos leite.
E minha mãe desmamou, afinal, havia tantos leites bons na prateleira da farmácia, o dela era fraquinho, o peito dela doia, o bb dela chorava...
Eu tinha uns seis anos... a amiga da minha mãe teve bebê. Fomos visitar. Eu a vi amamentar com tanta tranquilidade e naturalidade e achei aquilo tão lindo, tão perfeito, tão máximo. E não tive dúvidas, quando tivesse o meu bebê, amamentaria também.
Quando eu tinha doze, minha irmã nasceu. E minha mãe amamentou. Com certas dificuldade, mas amamentou. Cada vez que ela chorava incontrolavelmente, minha mãe decidia que ia complementar. Eu ficava tão triste. E já tinha mamadeira e já tinha a lata de leite. E cada vez que ela abria a lata de leite pra preparar uma mamadeira, o peito dela jorrava leite, molhando a blusa toda, fazendo com que ela desistisse do complemento. E eu pulava de alegria.
Aos vinte e um, nasceu a Luisa. E eu não tive dúvidas de que amamentaria. Mas não sabia nada a respeito. Simplesmente achava que a coisa acontecia. E aí começaram as surpresas. Mas essa é a história do aleitamento da Luisa. Juro que vou tentar achar tempo pra escrevê-la amanhã.
4.8.08
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2 comentários:
Ta inspirada hein?
Olá colega,
Gostei muito do seu blog e do relato que vc. deu de sua mãe do aleitamento.
Eu tbém tive algumas dificuldades, me frustei no primeiro filho porque ele não quis pegar o peito, mas em contra partida me realizei amamentando o meu segundo filho. Que prazer que não tem preço.
Luciana
www.meubaboo.com
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